Segunda parte da série de reportagens sobre a política econômica de Minas.


Imagem: Divulgação
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Por Marcelo Gomes

No último programa, conversamos com o presidente do Tribunal de Contas de

Minas Gerais, órgão que fiscaliza e julga as contas dos governos, Cláudio Couto. Na conversa, entendemos um pouco a respeito da avaliação que o tribunal faz sobre as isenções de impostos, que foram uma das políticas econômicas adotadas pelo governo estadual nos últimos anos.

Neste programa vamos continuar com nossa série de reportagens sobre a política de renúncia fiscal. Iremos ouvir a avaliação de José Roberto Medeiros. Ele é diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais, o Sindifisco–MG. Conversamos com Medeiros porque uma das funções dos Auditores é fiscalizar os impostos que entram nos cofres públicos.

Para Medeiros é viável que Minas continue isentando setores de pagarem impostos, desde que cumpram o que prometem. Uma das justificativas que os empresários dão aos governos para não serem taxados é o efeito renda, como abordamos no programa anterior. Em linhas gerias, ao isentar alguém de pagar impostos, mais dinheiro sobraria aos empreendedores para investirem, por exemplo, em uma nova fábrica.

Assim, postos de trabalhos poderiam ser criados. O diretor do Sindifisco afirmou que os setores que mais ganham o privilégio fiscal no Estado são os frigoríficos. Além disso, os resultados prometidos das isenções que o governo garante aos segmentos de bebidas, medicamentos e o de combustíveis, praticamente não são fiscalizados. É o que também apontou José Roberto em nossa entrevista.

Para entender um pouco mais sobre as isenções fiscais você pode conferir no primeiro programa desta série. Ponto final neste observatório.

A coordenação é de Lorena Tárcia. Apresentação e Produção Marcelo Gomes.

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