Os desafios da revista impressa e virtual


Rafaela Matias e Kika Castro - Projeto Canguru - Foto - Izabella Cardoso

Projeto alerta para necessidade de conteúdo em nichos específicos

Por Daniel Robson e Virgínia Pedrosa

O UniBH recebeu para a 1ª Semana do Jornalismo as palestrantes Cristina M. Castro (Kika) e Rafaela Matias, respectivamente editora e repórter da revista “Canguru”, que falaram sobre sobre o projeto “Criando Filhos em BH”.

O editorial, voltado para pais de crianças de zero a seis anos, tem como principal objetivo auxilia-los na criação de seus filhos, trazendo informações sobre nutrição, lazer, saúde e educação, além de contar com dicas de pediatras, psicólogos, entre outros especialistas da área infantil.

A Revista

A revista Canguru é distribuída mensalmente em 150 escolas da rede particular de Belo Horizonte, estando disponível gratuitamente também no site.  Segundo as jornalistas, o intuito da revista é criar um diálogo aberto entre os pais, dando a eles um local onde possam compartilhar um pouco do seu cotidiano, além de transmitir dados sobre o universo dos pequenos.

Kika Castro – Projeto Canguru – Foto – Izabella Cardoso

Rafaela Matias evidenciou a diferença entre o conteúdo impresso e o virtual.

 “O texto da revista deve ser mais recheado, feito de forma mais literária”.

Palestra

A palestra abordou, ainda, temas como: elaboração de pauta, diagramação, fotografia, edição e prazos na área de jornalismo de revista.

A melhor forma de uma pauta ser aceita em uma reunião é chegando com o título e um subtítulo de acordo com as palestrantes.  

 “ Diferentemente de outros veículos, na revista (impressa) podemos ter maior aprofundamento sobre certos assuntos. É importante também criar vínculo com as fontes, ir em congressos, audiências públicas, enfim, estabelecer contanto, já que o jornalista precisa saber ouvir.” – Afirmou Kika Castro.

Rafaela alertou do perigo de informações desatualizadas na revista mensal. A partir disso deixou clara a necessidade de sempre checar o assunto antes de sua publicação.

Rafaela Matias – Projeto Canguru – Foto – Izabella Cardoso

 Sobre o público alvo, Kika afirma que é importante pensar no mercado de nicho, já que a revista física pode morrer, devido aos meios de comunicação gratuitos disponibilizadas na internet.

A maneira de uma revista sobreviver é tratando de nichos com uma segmentação bem específica. Segundo as palestrantes a segmentação geográfica é boa para o cliente que apura a informação mais presente em sua vida.      

A editora mostra que há diferenças entre o conteúdo impresso e o digital, exemplificando por meio da Canguru. Podemos encontrar no site informações não presentes na forma física.

A versão impressa é mais profunda em questão de conteúdo, no entanto, há um cuidado maior nos assuntos que envolvam ideologias.

“Temos que saber abordar temas de maneira neutra e saber a forma de trata-lo para o público mais conservador.” – Kika Castro

A revista virtual possui como inovação o roteiro cultural, que especifica para os pais de maneira bem segmentada passeios para fazer com os filhos. Também possui a possibilidade de adicionar diferentes mídias.

As jornalistas ainda contaram um pouco sobre o cotidiano em uma revista. De acordo com elas organização é a chave.

“Nunca vou para casa com a sensação de missão cumprida, apenas quando a edição é impressa, isso para começar a pensar na próxima”.- Kika Castro

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