O FUTURO DO RÁDIO


Foto: Izabela Cardoso
Foto: Izabela Cardoso

Com a chegada da era digital e a expansão da internet, o veículo se viu na obrigação de redefinir seus processos.

Por Isa Santana, Júlia Amorim e Guilherme Peixoto

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (IBOPE), 95% da população de Belo Horizonte ouve rádio. Os temas mais procurados pelos ouvintes são: notícias locais, esportes, música, trânsito e tempo. Além disso, o meio de comunicação ocupa a primeira posição em mídia eletrônica mais ouvida no Brasil durante o horário comercial. Mesmo com os números a favor do veículo, o rádio já enfrentou e ainda enfrenta diversos desafios.

Esse foi o tema da palestra da noite de ontem (04), em que o diretor-presidente da Rádio Itatiaia Emanuel Carneiro e a professora de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e  pós-doutora em Comunicação, Nair Prata, citaram os desafios enfrentados por esse veículo e mostraram quais as soluções encontradas pelos profissionais para driblar essa situação.

As audiências mudam de forma muito rápida e por isso, os esforços de inovação do rádio devem estar encaminhados para melhorar a experiência do público que se constituem em comunidades de relações no ambiente digital.

Foto: Izabela Cardoso
Foto: Izabela Cardoso

 A chave do êxito não é mais o conteúdo e sim, a busca da audiência, o rádio tem uma coexistência de vários modelos, não é necessário que um morra para que o outro viva – Afirmou Nair Prata

Para Emanuel Carneiro, o rádio se recriou com novos fatos, novas vertentes, rapidez na transmissão de informações e assim cativou novos públicos e manteve seus ouvintes.

Durante as últimas décadas, sempre que apareceram desafios, o rádio veio com fatos novos e se reciclou, criou novos programas, segmentou a programação. Hoje, não está só na sua casa, está na internet, nos aplicativos, nos canais a cabo de televisão. O público se multiplicou, estamos vivendo um momento tão bom quanto antigamente  – Destacou

Desde a década de 60 o radio vem passando por grandes transformações. Com a chegada da TV, e posteriormente da internet, foi preciso buscar novas fórmulas de “fazer” rádio, tentando entender as preferências do ouvinte.

” A concorrência de outros veículos não abala o rádio” – Emanuel Carneiro

A professora citou exemplos de integração do rádio com outros meios, como o “Jornal da Manhã”, da Jovem Pan, transmitido ao mesmo tempo no rádio e em vídeo, pela internet. Nair Prata também falou sobre o “Itatiaia Radio Bar”, onde é possível assistir partidas de futebol, conhecer pessoas e até mesmo participar da programação da emissora. Ela ainda detalhou a “Radio Luiza”, criada pela rede Magazine Luiza para ser transmitida nos ambientes das lojas.

“Os veículos de comunicação não pagam aos jornalistas aquilo que eles merecem. Mas é a ‘lei’ do mercado” – Emanuel Carneiro

O rádio sempre busca formas de dialogar com sua audiência e encontra, em novas linguagens e suportes, maneiras de construir e consolidar suas comunidades de ouvintes e usuários. Assim, o novo modelo de escuta e consumo radiofônico resultante se caracteriza por combinar os modelos tradicionais com as novas possibilidades da convergência digital.

“O jornalista tem a função e o dever de mudar as coisas” – Emanuel Carneiro

” A internet nos ajudou muito. As emissoras também chegam aos ouvintes através dos aplicativos” – Emanuel Carneiro

 

A conexão do rádio com a TV e a internet também pode ser exemplificada pela novela “Êta Mundo Bom”, cujo roteiro possuía a radionovela “Herança de Ódio”, transmitida mais tarde pela Rádio Globo. Nair contou ainda sobre os novos estilos de rádio: por franquia, serviço por assinatura e financiamento coletivo. Ela finalizou mostrando a existência de rádios veiculadas em aplicativos de mensagem, como a “Rádio Zap” e a “Rádio Voice”.

O evento contou ainda com a participação do ator Geraldo Boaventura e da cantora Yasmim Martins, que fizeram representações artísticas relacionadas ao rádio.

Além disso, o diretor-presidente da Itatiaia fez um resumo da história da rádio, citando algumas características sobre o papel do jornalista em uma emissora. O radialista fez questão de enaltecer o UniBH, se referindo ao Centro Universitário como a “divisão de base” da Itatiaia, já que muitos de seus funcionários são egressos da instituição.

“Nossa afinidade com o UniBH continua de pé, pois o retorno é muito grande” – Emanuel Carneiro

 

 

 

 

Sem comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *