O exercício físico como objeto de estudo


Estudo realizado em cadeira extensora analisa movimento executado e aponta a melhor maneira de realizá-lo

Movimento executado em cadeira extensora é objeto de análise de estudantes de Fisioterapia

Por Stephanie Morgana

O lema de todo brasileiro, principalmente, em época do verão, é dar início à rotina fitness. Uma boa alternativa é recorrer à prática de exercícios físicos, seja frequentando academias privadas ou as chamadas “academias a céu aberto.

Entretanto, para que a atividade física surta o efeito desejado, o usuário precisa realizar os movimentos adequadamente.

No caso das academias a céu aberto, que em Belo Horizonte estão espalhadas por praças e parques, em vários bairros e regiões, surge uma dificuldade a mais, pois elas não dispõem de profissional habilitado para acompanhar cada ação. Há maior risco, assim, de que o usuário execute os movimentos de maneira incorreta e, com isso, sofra lesões.

Em desdobramento do trabalho teórico desenvolvido, no segundo semestre de 2016, para o Laboratório de Aprendizagem Integrada (LAI), estudantes do 1º e 2º período de Fisioterapia do Centro Universitário de Belo Horizonte – UniBH elaboraram trabalho prático de análise macroscópica do movimento, especificamente aquele exercido em cadeiras extensoras de academias a céu aberto e privadas.

Metodologia

O estudo busca a análise comparativa do movimento exercido entre duas cadeiras extensoras de academias distintas, para, ao final, apontar qual a maneira correta de praticá-lo. Os movimentos foram analisados por meio da participação voluntária de um jovem.

O grupo desenvolveu um “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”, a fim de informar ao participante os itens a serem abordados na pesquisa, como procedimento, riscos e desconfortos, benefícios, exposição do participante, recusa e abandono.

O local escolhido para realização das análises foi o espaço a céu aberto instalado no Parque Municipal Aggeo Pio Sobrinho, e a academia convencional do próprio UniBH.

Ao final da pesquisa, os resultados foram publicados nas redes sociaisFacebook e Instagram.

Resultado

O estudo identificou que a cadeira extensora da academia a céu aberto (análise 1) possui algumas limitações, uma vez que tem a base pequena, deixando uma parte da extremidade distal do fêmur sem apoio. Além disso, ela não oferece a opção de ajuste de angulação do encosto do aparelho.

Em contrapartida, a cadeira extensora da academia convencional (análise 2), com os devidos ajustes de angulação e tamanho de base, permite que o usuário exerça o movimento adequadamente.

Resultado obtido pelo grupo a partir das análises

A partir da análise comparativa, o grupo identificou erros considerados comuns, e que, independentemente da natureza da academia, podem ocorrer sempre que não houver orientação de profissional da área. Confira os principais:

  • Projeção do tronco à frente e elevar a pelve na fase de superação do exercício.
  • Velocidade e controle de movimento fora do padrão;
  • Respiração descontrolada ou apneia respiratória.
  • Movimento muito brusco, como o de “chutar”.
  • Pés girados para fora ou para dentro.

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