Liberdade e democratização


Mesa sobre Liberdade de Expressão e democracia - Foto - William Araújo
Mesa sobre Liberdade de Expressão e democracia - Foto - William Araújo

Convidados defendem o fim do fascismo e a luta pela igualdade em debate do 55° Congresso da UNE

Por Mariane Fernandes

No primeiro dia do 55° Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), 14 de junho, na palestra “A Liberdade de expressão e criminalização dos movimentos sociais” , mediada por Luana Ramalho – ocorrida no auditório 3 da Faculdade de Ciências Econômicas (FACE) da UFMG – estiveram na mesa de diálogo Kerison Lopes (Presidente do Sindicato dos Jornalistas – MG), Rogério Correia (Deputado Estadual PT-MG) e as coordenadoras da Ocupação Eliana Silva e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.

Criança participa com responsaveis de palestra no Congresso UNE - Foto - William Araújo
Criança participa com responsaveis de palestra no Congresso UNE – Foto – William Araújo

Segundo Correia, a imprensa nacional contribui diretamente para a manutenção da política conservadora que se instalou no país. Uma classe política que não está preocupada com a população que a elegeu e, tampouco, com a participação que teve na construção da crise. Além disso, o deputado congratulou a imprensa mineira, que, por meio do sindicato dos jornalistas de Minas Gerais, proclamou, após a prisão de Andrea Neves, o 18 de maio como o Dia da Liberdade de Expressão em Minas Gerais.

Cristian Ribas (membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial) lamentou o enfraquecimento atual das instituições. Citando uma pesquisa de opinião, apontou como o “jogo do bicho” passou a ser a organização mais confiável do país, de acordo com os brasileiros. Ressaltou, também, como as instituições de baixa credibilidade usam, historicamente, ferramentas para se manterem como são (corruptas e preconceituosas).

Vista em 360º do auditório em ocorreu o debate

No passado, alguns desses modos de operação foram aplicados pela perseguição militar, por exemplo. Atualmente, os instrumentos são mais complexos e sofisticados, como as CPIs do INCRA e FUNAI, que perseguiu indígenas e quilombolas e alegou que etnias haviam sido forjadas pelos movimentos sociais de esquerda com intuito de benefício próprio – o que, segundo Cristian, é uma inverdade.

Poliana Souza, coordenadora da Ocupação Eliana Silva, exibiu um vídeo que mostra a invasão em uma ocupação urbana, e em seguida pediu o fim da violência militar em movimentos sociais. Clamou a luta pela democracia e pelo direito de manifestações.

“Nós precisamos nos defender e garantir que a polícia militar acabe. É paz entre nós e guerra aos senhores, até o fim, até o limite”, completou.

O enfoque principal de Kerison Lopes foi na liberdade de expressão da mídia.

“No período em que o PSDB ficou no poder, durante 12 anos, a liberdade de expressão dos jornalistas foi completamente caçada no nosso estado. Nós vivemos um período obscurantista, de censura, de perseguições e muitos jornalistas foram demitidos de suas redações por publicar matérias que contrariavam o governo”, garantiu o presidente.

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