Ancoragem jornalística: curiosidade, simplicidade e personalidade


Daniela Murad - Foto: Káila Odara
Daniela Murad - Foto: Káila Odara

Em oficinas, Raquel Capanema e Daniela Murad dão dicas sobre a ancoragem do jornalismo

Por Eduardo Menezes, Júlia Amorim e Virgínia Pedroso

O UniBH recebeu, ontem (5), a âncora e editora chefe do programa Opinião Minas, da Rede Minas, Raquel Capanema para palestrar sobre ‘Apresentação e Ancoragem’, em umas das oficinas mais procuradas na Semana do Jornalismo.

Raquel deu dicas de como se portar na apresentação de um programa, o que vestir e a importância de aprender a se maquiar.

“Rendas passam uma sensação de sensualidade, a maquiagem deve ser o mínimo possível. A âncora não pode chamar mais atenção que o entrevistado.”  

“Deixe seu entrevistado o mais confortável possível, sorria, brinque, deixe-o à vontade.”

Raquel destacou a importância da simplicidade na linguagem televisiva.

“Na  TV  a linguagem usada é a mais simples possível, devemos pensar sempre no público que vamos atingir.”  

Dentre as dicas dadas na palestra, a de ser curioso e ter personalidade é pertinente para os interessados em trabalhar com telejornalismo. É necessário observar todos os tipos de pessoas, eleger um âncora para se espelhar e observar tudo que ele faz.

Raquel Capanema - Foto: Izabela Cardoso
Raquel Capanema – Foto: Izabela Cardoso

“Credibilidade e repertório são essenciais. A credibilidade deve ser conquistada  por esforço a todo momento, porque nunca sabemos quando estamos prontos. Nem sempre o esteticamente bonito, ocupará o lugar de âncora. É preciso investir no diferencial, pois você poderá ser escolhido pela sua personalidade, confie em si mesmo.”

Para exemplificar que o jornalismo, especificamente o de ancoragem, não é da forma que se imagina, Raquel indicou o livro ‘‘Ilusões perdidas’ de Honoré de Balzac. Disse, ainda, que âncoras devem se atentar aos conteúdos postados nas redes sociais antes de ingressarem em alguma emissora, afinal, certas postagens podem prejudicar o futura carreira.

Ela destacou, ainda, que estudar apenas um período de psicologia no curso de jornalismo é pouco, já que é preciso estar preparado para críticas que virão.

“Vale o mais psicologicamente preparado. E o preparo vem com o treinamento. Escute todas as críticas, esteja sempre aberto a tudo.”

Também durante a oficina os alunos envolvidos foram convidados, em dupla, a fazer uma chamada de notícia no estúdio de TV do Centro de Produção Multimídia da UniBh.

Oficina de ancoragem traz experiências para futuros jornalistas

“Um bom jornalista deve saber fazer de tudo dentro da emissora”, conta Daniela Murad, formada em Jornalismo e Relações Públicas, que ofereceu uma Oficina de Apresentação e Ancoragem nos estúdios do Centro de Produção Multimídia (CPM) do UniBH.

A jornalista iniciou sua carreira em 1995, com apenas 15 anos em uma emissora local, no Pará. Em sua carreira, ela passou por várias emissoras,  como por exemplo, Rede Globo, Record, TV Alterosa e atualmente trabalha na Rede Minas, como âncora do principal jornal.

Foto: Káila Odara
Foto: Káila Odara

Daniela abordou assuntos relacionados a produção, reportagens de rua, reunião de pauta, “gafes” que são recorrentes no meio jornalístico, trazendo também arquivos pessoais de suas entrevistas pelas emissoras.

Durante a oficina, Daniela mostrou aos participantes formas de leitura do teleprompter, conhecido com TP, modo de gesticular em uma apresentação, sendo ela gravada ou ao vivo.

Os alunos puderam fazer simulações de produção de pauta e ancoragem no estúdio, “narrando” as notícias fictícias desenvolvidas pelos mesmos, com o auxílio da apresentadora. As apresentações foram gravadas e algumas tiveram a participação da própria Daniela.

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